Justificação, Objectivos e Metas da Operação

A generalidade dos Percursos Pedestres inserem-se em espaços de elevado valor patrimonial, histórico, cultural, e paisagístico, que potenciam turística e economicamente as regiões onde estão inseridos e contribuem para e saúde e bem-estar dos seus utilizadores.

Esta Operação corresponde à CRIAÇÃO DE UM PERCURSO PEDESTRE DE GRANDE ROTA NO CORAÇÃO DOS TERRITÓRIOS DO DOURO INTERNACIONAL E DO DOURO VINHATEIRO, criando-se um corredor “verde” que percorre os MUNICÍPIOS DE MIRANDA DO DOURO, MOGADOURO, FREIXO DE ESPADA À CINTA E TORRE DE MONCORVO, E NUMA FASE POSTERIOR DE VILA NOVA DE FOZ CÔA.

Assim, integrado numa estratégia de desenvolvimento turístico regional, aliado ao elevado potencial da região, este projeto de implementação da Grande Rota, levado a cabo pela Associação de Municípios do Douro Superior tem como objetivo dotar o território com uma infraestrutura de elevado interesse turístico, funcionando como um PROJETO ÂNCORA.

Pretende igualmente ser um contributo para que o PARQUE NATURAL DO DOURO INTERNACIONAL E O DOURO VINHATEIRO se afirmem cada vez mais como um destino turístico de excelência, no âmbito do Turismo de Natureza.

Objectivo específico

Esta Operação tem um conjunto de objetivos específicos que visam a PROMOÇÃO E VALORIZAÇÃO DA REGIÃO como um destino turístico.

Pretende-se igualmente contribuir para uma maior SENSIBILIZAÇÃO, quer dos visitantes, quer da população em geral, para os VALORES ECOLÓGICOS FUNDAMENTAIS PARA A PRESERVAÇÃO DAS ESPÉCIES DA FAUNA E DA FLORA, assim como para a preservação do património cultural e humano, com os seus usos, costumes e tradições, tão peculiares e únicos nesta região. Esta Operação tem um conjunto de objetivos específicos que visam a promoção e valorização da região como um destino turístico.

Neste sentido pretende-se aumentar não só os fluxos de turistas e de visitantes, mas também contribuir para o aumento do rácio do número de dormidas por turista na região. Por último, aumentar o interesse dos residentes pela prática de atividade física em contacto com a natureza, com baixos custos e com os consequentes benefícios para a saúde, bem-estar e qualidade de vida das populações.

Valia Ambiental

Seguindo o sentido norte-sul, nos três primeiros concelhos desta rota, o visitante terá a oportunidade de desfrutar de tranquilas e imponentes paisagens planálticas, a uma ALTITUDE MÉDIA QUE RONDA OS 700 M, onde subitamente encontramos o rio Douro, encaixado em granitos e metassedimentos, sobranceiro a ESCARPAS COM MAIS DE 150 METROS DE ALTURA.

Este é o ambiente propício e o habitat natural para a nidificação de várias espécies rupícolas, de onde se destacam a ÁGUIA-REAL, O ABUTRE DO EGIPTO, O GRIFO, A ÁGUIA DE BONELLI, entre outras.

Nesta zona das arribas, de clima agreste, com verões de elevada secura e invernos rigorosos, observam-se plantas autóctones arbustivas e arbóreas. Assim, encontram-se plantas rasteiras ou de pequeno porte, como o zimbro e a azinheira, mais conhecida por carrasco.

Os imponentes castanheiros-vulgares, carvalho americano, sobreiros, e freixos apresentam-se como a vegetação de maior porte.

A existência de excelentes exemplares de líquenes e musgos é evidência clara da ausência de poluição ambiental, uma mais-valia para este troço do percurso pedestre e para toda a rota.

A paisagem vai alterando, de um ambiente quase selvagem nas arribas, para a predominância da vinha, dos olivais e dos amendoais já nos concelhos de Torre de Moncorvo e Vila Nova de Foz Côa. Aqui, o visitante terá a oportunidade de desfrutar de tranquilas e imponentes PAISAGENS ONDE TERMINA O DOURO INTERNACIONAL E COMEÇA O ALTO DOURO VINHATEIRO.

Nos territórios abrangidos por esta GRANDE ROTA, habitam espécies únicas (animais e vegetais), algumas delas em vias de extinção que importa preservar a todo o custo. Assim, a valia ambiental desta operação reside no facto de a mesma poder contribuir para um maior esclarecimento e sensibilização dos públicos no tocante à PRESERVAÇÃO DO NOSSO PATRIMÓNIO NATURAL.

  • No concelho de MIRANDA DO DOURO A GRANDE ROTA PASSARÁ PELAS ALDEIAS TÍPICAS DE CÉRCIO, FREIXIOSA, VILA CHÃ DA BRACIOSA, FONTE DE ALDEIA, SENDIM E PICOTE, FICANDO COM UMA EXTENSÃO COM CERCA DE 32 KM DE PERCURSO;
  • No concelho de MOGADOURO A GRANDE ROTA PASSARÁ PELAS LOCALIDADES DE URRÓS, BEMPOSTA, LAMOSO, PEREDO DE BEMPOSTA, VILARINHO DE GALEGOS E BRUÇÓ, PERFAZENDO UM TOTAL DE 45 KM;
  • No concelho de FREIXO ESPADA À CINTA A GRANDE ROTA PASSARÁ PELAS ALDEIAS DE LAGOAÇA, FORNOS, MAZOUCO, POIARES E LIGARES E AINDA PELA SEDE DO CONCELHO FICANDO COM UMA EXTENSÃO COM CERCA DE 57 KM DE PERCURSO;
  • No concelho de TORRE DE MONCORVO, JÁ EM PLENO ALTO DOURO VINHATEIRO, A GRANDE ROTA PASSARÁ PELAS ALDEIAS TÍPICAS DE MAÇORES E AÇOREIRA E AINDA PELA SEDE DO CONCELHO, COM UM TOTAL DE 29 KM.

Esta Operação, visa adicionar mais uma GRANDE ROTA à vasta lista existente em múltiplos territórios de Portugal com elevado potencial cultural, natural, paisagístico e turístico, concorrendo para tal a união de esforços de cinco municípios ribeirinhos do Douro Superior, com o apoio integral da associação que os representa, a Associação de Municípios do Douro Superior (AMDS).

A Grande Rota do Douro Internacional e Douro Vinhateiro, Percurso Pedestre que se inicia na região mais oriental de Portugal POTENCIAL PARA SER CONSIDERADA UMA DAS MAIS EMBLEMÁTICAS ROTAS DE PEDESTRIANISMO DO NOSSO PAÍS.

Quando concluída na sua plenitude, a rota terá cerca de 200 KM de percurso suave, de baixa dificuldade, mas de grande beleza, dado o enquadramento natural em se insere. Esta, une num só conceito, dois patrimónios, um Natural, o Douro Internacional, em estado quase selvagem, e outro, Cultural, a Região Vinhateira e Demarcada do Douro, fortemente marcada pela intervenção do homem.

A qualidade geral desta operação advém não só da razão anteriormente apresentada, mas também do bom entendimento entre a Associação de Municípios do Douro Superior e os municípios envolvido, fazendo com que pela primeira vez se leve a bom porto um projeto comum e em parceria no âmbito do turismo de Natureza neste território.

Por outro lado, o rigor e qualidade dos estudos/projetos de implementação da rota, efetuados por cada município está bem patente na seleção dos trajetos, que resulta numa simbiose perfeita para que o visitante desfrute do melhor que a região tem, o seu património Natural, Cultural e Humano.

Por último, todo o projeto teve como premissa o respeito pelas regras e recomendações da ERA (European Ramblers’ Association) e da FCMP (Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal) entidade que procederá à homologação da Rota após a sua implementação no terreno.

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